Vindos de todos os cantos da cidade, os turistas do domingo chegam, em sua maioria, de ônibus. As moças capricham no visual. Não raro usam maquiagem e salto, revelando a importância que conferem ao acontecimento esperado a semana inteira. A criançada traz bola na sacola. Os homens, cerveja no isopor.
Fotografam-se o tempo inteiro. Primeiro, o grupo inteiro; depois, pai com filho, mãe com filha; as crianças sozinhas, a tia, os primos, e assim vão mudando a composição. É preciso garantir o registro de tanta alegria. Para, mais tarde, no orkut ou no facebook, ninguém ter dúvida de onde se estava, os paineis com o nome do parque e o lago são elementos constantes nas fotos.
O lago, aliás, ganha uma legião de observadores e admiradores no domingo. É a praia do parque. Ou a piscina. E os "banhistas" tomam suas margens, contemplam suas águas e seus habitantes. Quando se vem de longe, todos os detalhes ganham maior importância.
Domingo é quando o Ibirapuera tem população maior de gente do que de cachorro, e suas árvores são muito mais que mero apoio para os alongamentos dos atletas de ocasião. A sombra generosa protege os casais de namorados do sol; dá guarida ao pique-nique e são teto perfeito para as redes esticadas (foto) pro cochilo.
No Ibirapuera do domingo, as babás ainda são livres...

.




